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Mais de 24 mil indígenas recebem assistência de programa federal de saúde

Atendimentos incluem pré-natal, capacitação em saneamento e teleconsultas em 34 distritos indígenas

16/04/2026 às 23:49
Por: Redação

O Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), sob responsabilidade do Ministério da Saúde, já realizou atendimentos para mais de 24 mil indígenas em regiões remotas do território nacional.

 

Atualmente, 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas promovem ações como acompanhamento pré-natal, iniciativas de capacitação voltadas à atuação em saneamento e teleconsultas médicas para a população indígena atendida.

 

As atividades do Proadi-SUS são desenvolvidas em cooperação com hospitais privados, que oferecem plataformas digitais para conectar médicos atuantes em Unidades Básicas de Saúde a centros de menor porte localizados em áreas indígenas de difícil acesso.

 

Resultados em estados do Norte e Nordeste

Nos estados de Alagoas e Maranhão, 22 comunidades indígenas foram alcançadas pelas ações do programa, sendo realizados 256 atendimentos via teleconsulta e prestados cuidados a 178 pacientes. Nestas localidades, a implementação ocorreu a partir de parceria com a Beneficência Portuguesa, de São Paulo.

 

Já na Paraíba e no Piauí, a rede hospitalar Hcor realizou 822 teleconsultas para indígenas. O índice médio de resolução dos casos foi superior a 90%, o que resultou em 747 casos solucionados sem necessidade de encaminhamento para outros níveis assistenciais.

 

No estado de Rondônia, a execução do projeto TeleAMEs, sob a coordenação do Hospital Israelita Albert Einstein, levou à instalação de três pontos voltados à telessaúde em unidades indígenas. Até o momento, 315 indígenas das etnias Karitiana, Suruí e Cinta Larga foram atendidos nestes locais.

 

Indicadores de saúde materno-infantil apresentam avanços

Na região Xavante, localizada no Mato Grosso, o projeto Melhoria para Saúde Materna e Infantil e Prevenção ao Câncer do Colo do Útero na Saúde Indígena (MICC), também executado pelo Hospital Israelita Albert Einstein, ampliou a cobertura de rastreamento de câncer do colo do útero para 76%. O acompanhamento de gestantes indígenas na área superou o percentual de 96%.

 

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