LogoSão Luiz News

Ibovespa recua 1,65% e dólar mantém estabilidade sob impacto de tensões globais

Realização de lucros, saída de capital estrangeiro e alta do petróleo marcaram o pregão.

23/04/2026 às 10:49
Por: Redação

Os mercados brasileiros enfrentaram um dia de forte cautela diante da instabilidade internacional. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil, encerrou o pregão desta terça-feira com uma queda de 1,65%, atingindo 192.888 pontos, patamar mais baixo desde o dia 8 de abril. Essa desvalorização ocorreu num contexto de realização de lucros, em que investidores optaram por vender ações com o objetivo de garantir ganhos acumulados recentemente. Além disso, a reavaliação dos riscos por conta das incertezas geopolíticas teve reflexos diretos no comportamento do mercado acionário nacional.

 

O cenário externo, especialmente as tensões envolvendo o Oriente Médio, contribuiu para aumentar a volatilidade. As incertezas sobre a continuidade das negociações entre Estados Unidos e Irã e episódios recentes no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo, elevaram ainda mais a percepção de risco dos agentes econômicos. Esse movimento global afetou diretamente os setores com maior peso no Ibovespa, como bancos e mineradoras, que lideraram as perdas do dia e intensificaram a queda do índice.

 

Por outro lado, o segmento de energia exerceu papel de contenção da baixa, acompanhando o avanço dos preços do petróleo no mercado internacional. Mesmo assim, o saldo final permaneceu negativo. Outro fator relevante foi a diminuição do fluxo de capitais estrangeiros para a bolsa brasileira nas últimas semanas, o que também colaborou para a retração do índice.

 

Moeda americana encerra próxima da estabilidade

O dólar comercial apresentou variação praticamente nula ao fim do pregão, com leve queda de 0,01%, encerrando cotado a 4,974 reais. Trata-se do menor valor registrado desde 25 de março de 2024. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou, acompanhando o clima de cautela dos investidores diante das incertezas externas, principalmente em relação ao desenrolar do conflito entre Estados Unidos e Irã.

 

No acumulado do ano, o dólar registra desvalorização de 9,39% frente ao real, refletindo a valorização da moeda brasileira diante do fluxo internacional de capitais e da diferença de taxas de juros entre o Brasil e o restante do mundo.

 

Petróleo supera 100 dólares e pressiona mercados

Os preços internacionais do petróleo experimentaram forte elevação ao longo do dia, voltando a superar a marca de 100 dólares por barril. O barril do tipo Brent, referência global de preços, terminou negociado a 101,91 dólares, com alta de 3,5%. Já o WTI, produzido no Texas, avançou 3,66% e fechou cotado a 92,96 dólares.

 

A valorização foi impulsionada diretamente pelas incertezas envolvendo as negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã, além dos acontecimentos recentes no Estreito de Ormuz. Mesmo após o anúncio de prorrogação do cessar-fogo feito pelo presidente Donald Trump, o ambiente geopolítico manteve-se instável, o que sustentou a pressão de alta sobre o preço do petróleo no mercado internacional.

 

De acordo com informações complementares, os impactos das tensões globais e a redução no ingresso de capital externo configuram um ambiente de maior aversão ao risco, influenciando de forma significativa o desempenho dos ativos brasileiros nesta terça-feira.

© Copyright 2025 - São Luiz News - Todos os direitos reservados