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STF mantém maioria para prisão de ex-presidente do BRB

Decisão da Segunda Turma mantém detenção de Paulo Henrique Costa, acusado de envolvimento em fraudes e propina de 146,5 milhões de reais.

24/04/2026 às 19:49
Por: Redação

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal consolidou maioria de votos, nesta sexta-feira, em favor da manutenção da ordem de prisão expedida pelo ministro André Mendonça contra Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB). O julgamento ocorre no plenário virtual e, até o momento, três ministros se manifestaram nesse sentido.

 

O placar atual de votos é de três a zero, sendo que, além do voto de Mendonça, os ministros Luiz Fux e Nunes Marques também acompanharam a decisão. O julgamento segue aberto até as 23h59 e ainda aguarda o voto do ministro Gilmar Mendes.

 

A prisão de Paulo Henrique Costa foi realizada em 16 de abril, durante a quarta fase da Operação Compliance, conduzida pela Polícia Federal. Essa operação apura irregularidades envolvendo fraudes associadas ao Banco Master e a tentativa de aquisição dessa instituição pelo BRB, que é um banco público vinculado ao governo do Distrito Federal.

 

Segundo as apurações, há indícios de que Paulo Henrique Costa teria firmado acordo com o banqueiro Daniel Vorcaro para receber propina no valor de 146,5 milhões de reais. Os investigadores apontam que o repasse desse montante seria efetuado por meio da negociação de imóveis.

 

Ministro se declara suspeito

 

O ministro Dias Toffoli declarou-se suspeito para integrar o julgamento desse caso. Em fevereiro, ele deixou a relatoria do inquérito que investiga as fraudes no Banco Master. Segundo informações da Polícia Federal, enviadas ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, o nome de Toffoli aparece em mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro, aparelho esse que foi apreendido durante a primeira fase da operação, deflagrada no ano anterior.

 

Toffoli figura como um dos sócios do resort Tayayá, localizado no Estado do Paraná. O empreendimento foi adquirido por um fundo de investimentos vinculado ao Banco Master e está sob investigação policial.

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