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Lula critica retomada de hostilidades no Oriente Médio e fala em acordo rejeitado

Presidente afirma que situação poderia ser resolvida sem violência e cita acordo rejeitado entre Brasil, Turquia e Irã em 2010

21/04/2026 às 16:47
Por: Redação

Durante viagem à Alemanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou a possibilidade de novos conflitos no Oriente Médio, destacando que a demora nas negociações entre Estados Unidos e Irã pode resultar em agravamento das tensões na região. O chefe do Executivo classificou a situação como uma "guerra da insensatez" ao avaliar o cenário internacional.

 

Segundo o presidente, o conflito no Oriente Médio poderia ter sido evitado, destacando que a demonstração constante de força por parte dos americanos não seria necessária dada a posição do país no cenário global. Lula apontou que, em sua visão, muitos impasses poderiam ser solucionados por meio do diálogo, sem o uso da violência ou de armas.

 

“É uma guerra que não precisaria ter acontecido. Acho que os americanos são reconhecidamente um país muito forte. Não precisam ficar demonstrando força todo dia. Muitas coisas poderiam ser resolvidas sem nenhuma morte, sem nenhuma bomba, sentados à mesa de negociação.”


 

O presidente relembrou que, em 2010, um acordo envolvendo Brasil, Turquia e Irã buscou solucionar a questão do enriquecimento de urânio, ponto central das discussões atuais entre Washington e Teerã. Lula lamentou que a proposta não tenha sido acolhida pelos Estados Unidos e pela União Europeia na ocasião.

 

De acordo com Lula, a recusa desse entendimento tem cobrado um preço alto, que poderia ter sido evitado caso o acordo fosse implementado há mais de uma década.

 

“Na verdade, eles estão pagando o preço da insensatez com um acordo que resolvia o problema”, disse.


 

Lula também ponderou que a insistência em não aceitar a proposta de 2010 tem levado as partes, mais uma vez, a discutir questões que já poderiam estar resolvidas, enfatizando as consequências desse impasse para a população de diversos países.

 

“Não quiseram aceitar o acordo e, agora, estão, outra vez, discutindo a mesma coisa que teria sido resolvida em 2010. Por isso acho que é a guerra da insensatez. E quem vai pagar o preço disso é a pessoa que vai comprar carne, feijão, arroz. É o caminhoneiro que trabalha que vai pagar mais caro pelo combustível”, completou o presidente.


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