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Dólar atinge 5 reais e Ibovespa recua 2% em meio a instabilidade internacional

Cotação do dólar ultrapassa 5 reais e bolsa registra maior queda desde março, com impacto das tensões externas.

30/04/2026 às 15:21
Por: Redação

Em um cenário de elevada cautela global, a cotação do dólar comercial encerrou esta quarta-feira (29) em alta, sendo negociada a 5,001 reais, o que representa aumento de 0,019 real, equivalente a 0,4%. Durante o início do dia, a moeda norte-americana permaneceu estável, próxima de 4,98 reais, porém passou a valorizar-se com a abertura dos mercados nos Estados Unidos, atingindo o pico diário de 5,01 reais por volta das 16 horas.

 

No mesmo período, o principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, experimentou uma queda acentuada e encerrou as negociações no menor patamar desde 30 de março. O fechamento ocorreu aos 184.750 pontos, correspondendo a um recuo de 2,05%. Ao longo da sessão, o indicador oscilou entre o mínimo de 184.504 pontos e o máximo de 188.709 pontos, registrando uma diferença superior a quatro mil pontos no dia.

 

Mercados reagem a tensões externas e juros

Além do movimento no Brasil, o dólar apresentou valorização frente a diversas moedas globais. Esse fortalecimento refletiu um ambiente externo com maior nível de incerteza, influenciado tanto pelo agravamento de tensões geopolíticas quanto pela decisão do Federal Reserve, que optou por manter as taxas de juros dos Estados Unidos na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano.

 

Durante essa semana, o Ibovespa já acumula retração de 3,14%. Considerando o mês, a desvalorização é de 1,45%. Por outro lado, no acumulado do ano, o índice ainda apresenta elevação de 14,66%. Desde o recorde histórico alcançado em abril, houve um recuo de aproximadamente 14 mil pontos, sendo esta a sessão de maior baixa desde 20 de março.

 

Petróleo dispara com risco de interrupção no Oriente Médio

Os preços internacionais do petróleo registraram forte alta impulsionada pela intensificação das tensões entre Estados Unidos e Irã. O barril do tipo WTI, referência nos Estados Unidos, encerrou vendido a 106,88 dólares, com acréscimo de 6,95%. Já o Brent, parâmetro utilizado pela Petrobras em negociações, fechou a 110,44 dólares, subindo 5,78%.

 

O avanço nas cotações foi atribuído principalmente à preocupação com possíveis interrupções no fornecimento global da commodity, especialmente por conta do risco de bloqueio do fluxo pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas de escoamento de petróleo no mundo.

 

Expectativa por decisão do Copom marca ambiente local

O ambiente de instabilidade internacional permaneceu no foco dos investidores durante toda a jornada. O Federal Reserve, ao manter as taxas de juros, manifestou preocupação com a inflação e com o acréscimo nas incertezas ao redor do globo. Paralelamente, o agravamento do conflito no Oriente Médio contribuiu para a elevação da volatilidade nos mercados internacionais, sendo a valorização do petróleo acima de 100 dólares por barril um fator de amplificação das pressões inflacionárias.

 

No Brasil, a expectativa girava em torno da definição do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. O anúncio de redução de 0,25 ponto percentual nos juros básicos, para o patamar de 14,5% ao ano, foi divulgado somente após o encerramento das operações no mercado financeiro.

 

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